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EMEI Eonice Gibran, em Viradouro, não possui AVCB nem projeto aprovado pelos Bombeiros

Corpo de Bombeiros confirma que a EMEI Eonice Gibran não possui AVCB ou CLCB vigente nem projeto técnico aprovado. Licitação para instalar sistemas de prevenção e combate a incêndio está prevista para 26 de outubro.

EMEI Eonice Gibran, em Viradouro, não possui licença de segurança contra incêndio vigente, segundo o Corpo de Bombeiros. — Imagem: Google Street View/Reprodução.

O Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo confirmou que a EMEI Professora Eonice Passalongo Gibran, unidade de educação infantil da rede municipal de Viradouro (SP), não possui licença vigente de segurança contra incêndio.

Em resposta encaminhada ao G Notícias, a corporação informou que a escola não dispõe de Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB) ou Certificado de Licença do Corpo de Bombeiros (CLCB). Também não há registro de Projeto Técnico aprovado para a unidade.

Segundo os Bombeiros, não constam nos sistemas consultados registros anteriores de análise de projeto, vistorias, notificações ou exigências pendentes relacionadas à escola.

A confirmação ocorre enquanto a Prefeitura de Viradouro prepara uma contratação estimada em R$ 129.580 para a instalação de hidrantes e outros equipamentos de prevenção e combate a incêndio no prédio escolar.

OS NÚMEROS DA REPORTAGEM

  • 1.651 m² – Área construída da creche municipal
  • R$ 129.580 – Valor estimado da licitação para adequações
  • R$ 0 – Histórico de regularização ou projetos aprovados nos sistemas dos Bombeiros
Planta baixa da EMEI Professora Eonice Passalongo Gibran anexada aos processos municipais: prédio com grande circulação de crianças operava sem licenciamento dos Bombeiros.

Prefeitura reconhece necessidade de adequações

O Estudo Técnico Preliminar elaborado pela Divisão Municipal de Engenharia identifica a necessidade de implantação de sistemas de segurança contra incêndio na E.M.E.I Professora Eonice Passalongo Gibran.

O documento informa que o prédio possui aproximadamente 1.651,64 metros quadrados de área construída e é destinado ao atendimento de crianças em idade pré-escolar, professores e demais servidores.

O projeto prevê a instalação de rede de hidrantes, reserva técnica de água de oito mil litros, bomba de incêndio, tubulações, mangueiras, extintores, iluminação de emergência e sinalização das rotas de fuga.

Segundo o estudo, a não execução das adequações poderá manter a unidade em condições inadequadas quanto às exigências de segurança contra incêndio, dificultando sua regularização perante os órgãos competentes.

Licitação está marcada para 26 de outubro

A Prefeitura publicou o Pregão Eletrônico nº 037/2026, vinculado ao Processo Administrativo nº 189/2026, para contratar empresa especializada na execução das adequações.

O valor estimado é de R$ 129.580, e a sessão pública está prevista para 26 de outubro, às 9h.

A abertura do processo licitatório demonstra que os serviços ainda serão executados e que a escola operava sem a devida regularização até o momento.

Documentos mencionam projeto aprovado

Um ponto que divergem nos registros oficiais envolve o Projeto Técnico da unidade.

O Estudo Técnico Preliminar da Prefeitura menciona a execução dos serviços conforme “projeto técnico aprovado”. Entretanto, o Corpo de Bombeiros informou oficialmente que não existe registro de aprovação de projeto em seus sistemas para o local.

Os documentos disponíveis indicam que a expressão utilizada pela Prefeitura pode se referir apenas a uma elaboração técnica interna da engenharia municipal, sem o crivo e a homologação formal exigida pela corporação militar estadual.

Controladoria recomendou medidas de segurança

O Relatório Final da Controladoria-Geral do Poder Executivo, referente ao segundo quadrimestre de 2026, também aborda a segurança contra incêndio em unidades municipais.

Entre as recomendações formais, consta a elaboração de planos de segurança contra incêndio para as unidades que ainda não os possuem.

O relatório reforça que a necessidade de regularização de prédios municipais já integrava as orientações do controle interno da própria gestão.

Questionado sobre outras unidades de ensino de Viradouro, o Corpo de Bombeiros informou que existem escolas municipais com licenças vigentes, mas ressaltou que a emissão de AVCB ou CLCB depende exclusivamente de solicitação e movimentação do responsável pelo imóvel, não mantendo cadastro ativo de prédios que nunca iniciaram o trâmite.

Prefeitura adota postura burocrática e evita responder

O G Notícias encaminhou pedidos formais de esclarecimento à Prefeitura de Viradouro sobre a situação da EMEI Eonice Gibran, os equipamentos de segurança existentes e o cronograma previsto para regularização.

Em vez de prestar esclarecimentos diretos à imprensa sobre a segurança das crianças, a Assessoria de Comunicação e Imprensa limitou-se a responder por e-mail que “as solicitações de informações devem ser protocoladas diretamente nos setores responsáveis por cada demanda apresentada na pauta”, remetendo a um link de e-mails institucionais.

Até o fechamento desta reportagem, nenhum detalhe adicional foi fornecido pela administração municipal.

O espaço permanece aberto para manifestação da Prefeitura de Viradouro.

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