Lucas Pavanato (PL), vereador de São Paulo, e Eduarda Campopiano (PL), vereadora de Praia Grande, conquistaram milhares de votos em municípios do entorno de Viradouro e Ribeirão Preto nas eleições de 2026. Nas sete cidades examinadas pelo G Notícias, Pavanato recebeu 68.915 votos para deputado federal. Campopiano teve 44.591 para deputada estadual.
O levantamento inclui Viradouro, Bebedouro, Pitangueiras, Pontal, Sertãozinho, Ribeirão Preto e Cravinhos. Os dois apareciam como eleitos na consulta ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), feita em 5 de outubro. As referências municipais estão no registro de fontes do levantamento.
O apoio nas urnas mostra que suas candidaturas alcançaram cidades além dos municípios onde exercem mandato. Para os moradores, a questão seguinte é como esse apoio se traduzirá em acesso aos gabinetes e atenção às necessidades locais.
Capital e litoral, apoio no interior
Pavanato exerce mandato na Câmara Municipal de São Paulo. Campopiano integra a Câmara de Praia Grande, no litoral. As duas trajetórias municipais estão documentadas nos respectivos portais institucionais. Câmara de São Paulo, Câmara de Praia Grande.
Em Viradouro, Pavanato recebeu 1.592 votos, equivalentes a 16,79% dos votos nominais válidos para federal. Campopiano teve 695 votos, ou 7,66% dos nominais válidos para estadual. Na lista municipal fornecida à redação, ela ocupa a terceira posição para o cargo.
Esses resultados não demonstram que os dois desconheçam Viradouro. Mostram, porém, o apoio recebido em um município onde não exercem seus mandatos atuais. Avaliar a representação exige acompanhar quais vínculos mantêm e como os moradores serão atendidos.
O mapa mostra o peso de cada cidade
Os mapas que acompanham esta matéria apresentam os percentuais dos dois candidatos por município, com os cargos separados e uma escala comum. A comparação proporcional evita que Ribeirão Preto se destaque apenas por ter um eleitorado maior.
A seleção de uma cidade permite consultar também a quantidade de votos. Os municípios em cinza estão fora do levantamento: a cor não significa que os candidatos deixaram de receber votos nesses locais.
O recorte cobre sete cidades escolhidas para a reportagem. Não corresponde à totalidade de uma região administrativa nem permite extrapolar os resultados para outros municípios.
As demandas precisam encontrar os gabinetes
O eleitor pode escolher por ideias, propostas ou causas compartilhadas. Essa liberdade convive com o direito de procurar o eleito e acompanhar sua atuação.
Para quem apresenta uma demanda, a relação se torna concreta quando existe um canal de atendimento, uma resposta e um encaminhamento que possa ser acompanhado. Interlocutores locais, agendas e providências ajudam a mostrar como o mandato se relaciona com cada município.
A preocupação é que uma cidade tenha peso na votação e pouca presença na agenda posterior. Esse risco não pode ser apresentado como comportamento já comprovado de Pavanato ou Campopiano. Sua avaliação dependerá da atuação demonstrada durante os mandatos.
Conhecer as necessidades locais e manter formas de contato são aspectos relevantes dessa relação, mesmo quando o candidato construiu sua carreira política em outra cidade.

Depois das urnas, a cobrança por presença
Os votos de Viradouro, Bebedouro, Pitangueiras, Pontal, Sertãozinho, Ribeirão Preto e Cravinhos ajudaram a eleger Lucas Pavanato e Eduarda Campopiano. Nos sete municípios, foram 68.915 votos para Pavanato, na disputa federal, e 44.591 para Campopiano, na estadual.
A partir de 2027, essa votação terá um desdobramento que os resultados das urnas não mostram: como os novos parlamentares vão atender às demandas dessas cidades.

A relação com a região poderá ser observada na abertura dos gabinetes às reivindicações locais, nas visitas aos municípios, na fiscalização de serviços públicos e na atuação sobre problemas que dependem dos governos estadual e federal. No caso das emendas, será necessário acompanhar tanto a indicação dos recursos quanto sua chegada e aplicação.
Ter base política fora da região não impede um parlamentar de atuar por ela. Da mesma forma, a proximidade geográfica não garante atendimento. A diferença aparece no exercício do mandato quando uma demanda é apresentada, recebe encaminhamento e tem seu resultado acompanhado.
Ainda não há manifestações específicas dos dois políticos sobre como pretendem organizar o atendimento às cidades deste levantamento. Essa é uma questão que permanece aberta depois da eleição.
O eleitor fez sua escolha. Para os representantes eleitos, fica a responsabilidade de transformar o apoio recebido em uma relação que continue depois da campanha. A votação já pode ser medida. A presença e a atuação terão de ser demonstradas ao longo do mandato.

