Segundo a polícia, homem indicou uma área de mata onde teria deixado Ivanilda Silva de Azevedo; buscas não a localizaram
O homem preso por suspeita de envolvimento no desaparecimento da manicure Ivanilda Silva de Azevedo, em Taquaritinga (SP), relatou à Polícia Civil que a agrediu e a deixou em uma área de mata na zona rural. Wellington Rodolfo Pinheiro da Silva, de 38 anos, conhecido como Dendem, foi preso na sexta-feira, 2 de outubro, por determinação judicial de prisão temporária.
Segundo informações atribuídas ao delegado Hallef Santana Nogueira pela reportagem do g1, o suspeito indicou o local onde teria abandonado Ivanilda. Policiais realizaram buscas na região na sexta-feira, mas não a encontraram.
Embora a reportagem de origem apresente o depoimento como uma confissão de morte, ela também informa que Wellington afirmou ter deixado a manicure ainda respirando. O material disponível não esclarece essa divergência nem apresenta confirmação pericial de morte.

O relato apresentado à polícia
De acordo com o delegado, Wellington disse que esteve em um bar com o marido de Ivanilda na noite do desaparecimento. A manicure teria ido ao estabelecimento buscar a chave do carro do casal e, depois, retornado para casa.
Ainda conforme a versão apresentada pelo suspeito à polícia, ele foi à residência de Ivanilda sob o pretexto de levá-la ao encontro do marido. Os dois saíram no carro do casal.
Wellington relatou que agrediu a manicure após um desentendimento e que ela ficou desacordada. Disse também que a deixou perto de um matagal e tentou sair com o veículo, mas o carro ficou preso no terreno. Segundo o delegado, o suspeito afirmou ter incendiado o automóvel e voltado a pé para a cidade.
Essas informações correspondem à versão do investigado, relatada pela polícia, e permanecem sujeitas à apuração.
Polícia apura possível violência sexual
O delegado informou que também investiga a possibilidade de violência sexual. O suspeito alegou ter mantido uma relação consensual com Ivanilda antes da agressão, mas o investigador questionou essa versão.
O material fornecido à redação não apresenta conclusão pericial sobre essa hipótese.

Ivanilda desapareceu em 21 de setembro
Ivanilda não é vista desde a noite de 21 de setembro. Segundo a filha, Lauana Vitória Santos, a mãe foi ao bar buscar a chave do carro com o marido e voltou para casa. Depois, um amigo que estava no estabelecimento a teria convencido a sair novamente.
A filha informou que a última ligação entre as duas ocorreu às 23h36 e que o último acesso da mãe ao WhatsApp foi registrado às 23h47.
Na manhã seguinte, 22 de setembro, o carro do casal foi encontrado queimado em um canavial na zona rural de Taquaritinga. Conforme o boletim de ocorrência citado pelo g1, policiais militares não identificaram armas, vestígios biológicos ou outros indícios aparentes de crime nas imediações. A perícia foi acionada.
Buscas e manifestação da defesa
Uma reportagem da CBN Ribeirão publicada em 3 de outubro também informou que Ivanilda ainda não havia sido localizada e que a Polícia Civil pretendia organizar novas buscas. Fonte: CBN Ribeirão.
Segundo os veículos consultados, a defesa de Wellington não foi localizada. Não há manifestação defensiva no material disponível à redação.

