A Polícia Civil prendeu, na manhã desta quarta-feira (4), um homem de 33 anos suspeito de envolvimento no latrocínio que resultou na morte do segurança particular Rafael Rosigalli de Campos, de 44 anos, em Monte Azul Paulista, no interior de São Paulo. O crime aconteceu em 18 de outubro, durante uma tentativa de roubo a uma residência. Outros dois suspeitos já identificados pela polícia continuam foragidos.
A prisão ocorreu em Embu das Artes, na Grande São Paulo, durante a Operação Última Rota, coordenada pela Delegacia de Polícia de Monte Azul Paulista, sob responsabilidade do delegado Flávio Martins Villela Tavares.
A ação contou com apoio de equipes especializadas da Polícia Civil, incluindo o Grupo de Operações Especiais (GOE) de Ribeirão Preto e unidades do Departamento de Operações Policiais Estratégicas (DOPE), da capital paulista.
Ao todo, 24 policiais civis e sete viaturas participaram da operação, realizada para cumprir três mandados de prisão temporária e três de busca e apreensão expedidos pela Justiça.
Relembre o crime
O assassinato aconteceu na madrugada de domingo, 18 de outubro, em uma residência de alto padrão localizada na Avenida Doutor Antônio Borges de Queiroz, no bairro Residencial Arroio, em Monte Azul Paulista.
Segundo as informações da investigação, três homens chegaram ao imóvel em um veículo Mitsubishi ASX e invadiram a propriedade com a intenção de praticar um roubo.
Rafael Rosigalli de Campos, que trabalhava como segurança particular no local e também era pastor, percebeu uma movimentação suspeita e foi verificar o que estava acontecendo.
Durante a ação, ele foi surpreendido por um dos invasores. Conforme a Polícia Civil, o segurança tentou se defender utilizando um equipamento não letal de gás carbônico (CO₂), mas acabou atingido por um disparo de arma de fogo.
Mesmo gravemente ferido, Rafael conseguiu pedir ajuda. Ele foi socorrido e encaminhado ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos.

Os criminosos fugiram sem conseguir levar os bens que pretendiam subtrair da residência.
O caso foi registrado como latrocínio, crime caracterizado pelo roubo com resultado morte.
Carro suspeito de ter sido usado no crime foi encontrado incendiado
Durante as investigações, a Polícia Civil localizou um Mitsubishi ASX incendiado em uma área rural próxima à Rodovia Francisco Antônio Marques, entre Jaboticabal e Pitangueiras.
Segundo a polícia, o veículo apresentava características compatíveis com o automóvel utilizado pelos suspeitos na fuga após o assassinato de Rafael.
A análise da numeração do motor apontou que o carro havia sido furtado na capital paulista em agosto deste ano. Os investigadores também identificaram que o veículo circulava com placas clonadas.
Imagens de câmeras de monitoramento e registros do sistema Muralha Paulista ajudaram a reconstruir parte do trajeto dos suspeitos. O automóvel foi identificado passando por Pitangueiras às 5h14 do dia do crime, aproximadamente duas horas depois da invasão.
A localização do veículo foi um dos desdobramentos da investigação que culminou na operação policial desta quarta-feira (4).

Investigação identificou suspeitos e possível atuação em outras cidades
As investigações começaram ainda na madrugada do crime, conduzidas pela equipe da Delegacia de Monte Azul Paulista, com apoio inicial da Polícia Militar e da Guarda Civil Municipal.
A partir da análise das informações reunidas, incluindo imagens de câmeras de segurança e outros elementos investigativos, os policiais avançaram na identificação dos suspeitos.
Durante a apuração, a Polícia Civil também identificou indícios de que o grupo investigado estaria envolvido em roubos praticados em outras cidades do interior paulista, incluindo Araraquara, Pindorama, Cajuru e Itápolis.
Com os elementos apresentados pela polícia, a Justiça autorizou as prisões temporárias e as buscas em endereços ligados aos investigados.
Na operação desta quarta-feira, um dos três procurados foi localizado em sua residência, em Embu das Artes. Os outros dois não foram encontrados.
Polícia continua as buscas
De acordo com o delegado Flávio Martins Villela Tavares, responsável pelas investigações, os trabalhos continuam para localizar e prender os dois suspeitos restantes.
A Polícia Civil também pretende aprofundar a apuração sobre a possível participação do grupo em outros crimes patrimoniais registrados no interior de São Paulo.

A prisão representa um avanço na investigação do assassinato de Rafael, ocorrido há pouco mais de duas semanas e que provocou comoção em Monte Azul Paulista.
Até o momento, não foram divulgadas informações sobre a identidade do homem preso nem sobre a participação individual atribuída a cada um dos investigados no crime.
As investigações prosseguem para esclarecer todas as circunstâncias do latrocínio e a eventual participação de outras pessoas.
